Grande escrita sobre nada, sobre a imensidão do nada. Repleta de fantasias insolúveis e incompletas. Escrita onde existem pontos que podem brilhar, que não brilham. Pontos que se perdem exatamente nos erros e fatais eu presumo. Não escrevo sobre você desta vez. Sempre escrevi para algo que intimamente ou inexistisse num corpo cheio de falhas e absolutismos.
Desta vez, não é para ninguém, me dedico a pensar nos passos que eu não transfomaria meus e seus e em um só.
Qualquer fantasia nos torna "verdadeiros", às vezes, não o suficiente para que mostremos o quão sagradas são essas fantasias para nossa existência fragilíssima.
Você limpa os olhos e diz que está tudo bem, mas nunca esteve. E eu finjo acreditar e me arrependo por isso quando te vejo triste de verdade. Não sei se é bem tristeza, se parece tanto quando está bem.
O que sei, a única certeza minha é que fomos longe demais, e ficamos parados contemplando nossas marcas esquisitas.
Desta vez realmente não era para ser sobre você.