terça-feira, 7 de julho de 2009

Café simples ( alguém e Cara, diálogo sobre o frio)

Alguém: Até quando va...

Cara: Eu sei, eu sei o que quer perguntar... A resposta é simples, mas no meu modo mais poético e patético vou fazer com que pareça complicado...

...Até perdermos a vida
Numa manhã que duvidamos que a morte venha... Quando estivermos brincando de sermos eternos.
As madrugadas existem para nos dar um banho com água fria,
o frio mostra quem somos, o limite mostra quem somos.
Não temos o menor pudor para nos alimentarmos de mentira.
Não temos a eternidade, não temos sequer caráter.
Por enquanto o dia vai aparecer nova e repetidas vezes, com o seu sol que abriga qualquer coração.
Até que ele venha nublado..
para se saber que a morte também tem seu papel na história da vida.
Alguém: Podemos ir agora? Também não estou aguentado este frio.
Cara: ok! Vamos tomar um café simples.. ou um simples café

segunda-feira, 6 de julho de 2009

o final das coisas


Na madrugada acordo parcialmente, e no nublado dos pensamentos encontro a finalidade de tudo ter um fim. O fim é uma explosão, contudo o fim parece um nada cheio de nada. Sem começo, porém com um fim, porém um nada. Mas há tanto neste nada, pena que se descobre quando já terminou . Temos os motivos dos nossos fins. O final para tudo. O final é a verdade, sobretudo.