sábado, 14 de fevereiro de 2009

Era o Tempo, Um Bonito Vermelho



Um sopro frio que fez pulsar uma veia clara, insensível. Amanhecer polar, frio, um novo coração .Existiu por tantos invernos, incompleto, conciso, espalhado num traço, um arco, um sonho invisível. O que era fazer um coração novo? O que era ser um coração novo?
Os doces destroços escorrendo misturados a fogo, ainda assim uma nova hora. Um surpreendente branco audaz, impulsivo, escorregadio, tomando espaço num vermelho subjugado, tons de cerejas que não podem ser ingeridas e um sabor ainda forte, doce de mais. Não era pureza, não uma lavanda crescendo no peito desprotegido. Era o tempo, um bonito vermelho.

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