domingo, 30 de dezembro de 2007

Dias do Passado

Milagrosamente as xícaras que haviam quebrado estão restauradas.
É como um coração que cai.
A casa escura, onde o vento conseguia chegar carregado de melancolia.
Essa agonia balançavam as cortinas,
Movimentos tristes.
A cadeira de balanço não negavam as dores
que um dia ali sentaram.
Havia a presença de sopros individuais,
Que se dispersavam nos ouvidos assustados.
As xícaras quebraram.
Escrevi este pequeno poema observando sófrega as cortinas da casa da minha avó que não sabe se vive ou morre. Essa indecisão machuca , como o vento que empurrava com força a cortina antiga.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

blue car

Passei de bicicleta perto da sua casa.
Uma cadeira enferrujada marca o seu lugar na grama.
Lily se corta para machucar você. Mas você não sangra.
E agora, ela não quer comer.
Desde que você foi embora, mamãe não diz seu nome...Mas, mesmo tendo ido embora, eu ainda lembro-me do seu rosto.
A forma como o sol continua brilhando quando fecho os olhos.
A forma como a tocha açoita a escuridão, deixando...
Uma longa cicatriz vermelha
Às vezes, quando acordo à noite.
Esqueço de onde estamos.
Do apartamento não consigo ver as estrelas no horizonte...
Apenas a estrada.
Sei que ela vai até onde você estiver.
Este é um poema retirado do filme "Blue car", é um filme que gosto. A Agnes Bruckner(protagonista), aparentemente é uma atriz introspectiva, isso me desperta interesse...

domingo, 28 de outubro de 2007