sexta-feira, 18 de abril de 2008

Memória


Pedaços de inteiros. Esquecidos. Emudecidos.
Colcha de retalhos. Coloridos. Despontados. Em desenhos variados.
Velha vivida, rustida, rasgada...
Buracos mortos...
Ausências de vários tamanhos!
Buracos estranhos.
O TODO, fragmentos da realidade,
Imagens das idades,
Lembradas, Quebradas. Fazem a unidade viva da persona.
Da consciência humana.


retirado do livro "Claro e Escuro" de Lemos Torres


Poema um tanto destruidor e atemporal rasgando lembranças sem importância. E que por essa vontade de se abordar o não tocado, o não lembrado, o insignificante é que traz um sentido de reprodução crescente em cima de algo tão pequeno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário